...foi quando do nada ela apareceu. Teria sido mais um dia comum. Como sempre pessoas jogando seu carteado e tomando aguardente. Seria suspeito e insincero falar agora, logo após o acontecido, mas, a verdade é que, logo quando despertei, senti o cheiro do ar, o calor do sol e pressenti algo diferente, apesar de nunca me deixar levar por isso. Me acomodei no mesmo lugar de sempre, aliás todos ali o fazem. O pedido é desnecessário. Alguns segundos após já posso sentir o gosto forte da cevada em minhas papilas. Foram três copos, me lembro bem, até avistar, surgindo bem distante, uma silhueta. Me chamou a atenção o balanço do corpo. Andava como se dançasse. Neste primeiro momento apenas eu observei. Foi se aproximando, gingando. Logo a silhueta se tornou nítida não só para mim. Alguns olhares foram trocados pelos frenquentadores. Olhares de indagação. Entrou no recinto sem lançar um olhar ou um cumprimento para qualquer um de nós. Apenas se limitou a mudar a estação do rádio antigo, que sempre sintonizava o que ninguém ouvia. Saiu da mesma forma. A silhueta foi deseparecendo aos poucos... Continuou o dia, as pessoas, mas a música emanava uma suavidade que nunca mais ninguém ali esquecerá.
uai...vc deixou os ''exercícios''pq?
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