segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mosaico

Remendos de um ser.
Costuras unindo azulejos, cerzindo o fardo.
O fardo que não cerze.
O ser que não fragmenta.
O fardo que não farda.
As costuras que são bem fortes...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vai começar!





Mais um ano!
Mais um festival!
Estarei por lá, novamente, ajudando meu grande amigo Chico Moura na produção!
Espero por vocês!
E sábado tem Lô!
Tomara que a chuva dê um tempo!


terça-feira, 22 de setembro de 2009

E viva Porto Alegre!


Belo fim de semana nos Pampas!
Tudo correu redondamente bem (tirando, claro, o confronto Brasil x Equador, do qual falarei mais tarde), e algumas turbulênciazinhas que faziam Dona Adelaide grudar na cadeira do avião.
Gostaria de homenagear e agradecer pessoas que cruzaram nossos destinos nessa maravilhosa viagem.
À começar pelo Daniel da CVC que nos orientou, deu dicas e conselhos. Pode deixar que te indicarei se me perguntarem sobre alguma empresa de turismo.
Passando pelo Gélson, vulgo “El Loco da Van”, que fez conosco os trajetos aeroporto-hotel-ginásio-hotel-aeroporto. Um gaúcho com alma carioca. Valeram as dicas também cara!
Chegando aos nossos companheiros de jogos. Um grupo bem humorado de paranaenses que encheram meu saco depois que a dupla mineira perdeu. “Ô Mineiro e aquele André Saca Mal e Marcelo Marmelo?” Tive que agüentar. Ao casal carioca simpaticíssimo e fã de tênis, não perdem um confronto, um grande abraço. À paulista mala vai um abracinho também. Para a torcida gaúcha vai uma admiração especial pois torceu como nunca e me impressionou cantando o Hino do Rio Grande do Sul a plenos pulmões, o que me levou a pensar: “Qual o Hino de Minas mesmo?” Cheguei a conclusão que é o do Galo.
Um especial agradecimento para a Rosângela e a Sabrina (minha “Gauchinha Colorada”, que num arroubo de heroísmo tentou resgatar minha bandeira do Galo das mãos de uns anti-desportistas que a tiraram de onde estava amarrada dizendo que a mesma era dela. Detalhe: estava vestida de Inter dos pés a cabeça!) que na certa viram que estava meio deslocado no In Sano e me acolheram tão bem neste pub.
Aos funcionários do Porto Alegre Plaza, sempre atenciosos e cordiais.
E a Dona Adelaide sempre e sempre.
Meu carinho e amor a todos.
Aguardem postagem sobre os jogos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um Conto (Parte II)

Antes da viagem segue mais um capítulo da saga. Para quem não sabe da estória, a primeira parte está aí por baixo.

UM CONTO(Parte II)

       Ao subir a grande escada que o conduziria ao interior da nave, sentiu-se zonzo. Tropeçou no quinto degrau e quase foi levado ao chão.
       Haviam cinco pessoas na fila. Um adolescente com a face cheia de espinhas e muito bem vestido era o próximo. Lembrou de verificar suas roupas. Calçava um sapato muito sujo. A calça estava lavada mas ele não a passara. Nunca passava suas calças jeans. Após, haviam duas senhoras que esfregavam os terços nas mãos com grande aflição. Logo em seguida uma mulher de meia-idade, muito bonita. Não conteve um pensamento de desejo. Se sentiu ridículo e deu uma risadinha nervosa e desajeitada. Este fato chamou a atenção do homem que estava a sua frente. Foi olhado dos pés a cabeça por dois olhos curiosos. Em sua aflição procurou se distrair e contemplar as imagens sacras. Passeou seu olhar pela grande igreja. Concentrou-se primeiramente na imagem de Nossa Senhora, aos pés da qual se estendia uma infinidade de velas. Logo em seguida viu a pia batismal. Olhou para o teto e deparou-se com uma magnífica pintura que lhe fez lembrar dos grandes artistas renascentistas. O homem continuava a observá-lo.
      -Bela obra não acha?-perguntou, mas se arrependeu instataneamente.
      -Oh, sim. Só não concordo muito com a imagem dos anjos.
       Sentiu uma onda de constragimento e arriscou:
      -É, realmente. Parece que as asas não combinam muito com o corpo humano.
      -Ora, a razão não é essa. O problema é que eles sempre aparecem nus. Não vejo nisso uma coisa pura.
      -Oh, é claro. Nunca tinha pensado nisso - e sentiu uma grande vontade de se retirar e fumar um cigarro.
      No mesmo instante o jovem saiu do confessionário e se ajoelhou na terceira fila de bancos que cincundavam o altar. Orava fervorosamente e com a cabeça envolta em suas mãos chorava. Novamente a sensação de retirar-se o afligiu. 



(continua...)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"Vou prá Porto Alegre, Tchau!"

Enquanto meu camarada Luizinho, vulgo Cabeção, segue firme para um passeio, e uma missão, trazer 3 pontos do perigoso Náutico Capibaribe, no temido estádio dos Aflitos, sigo em direção oposta. Mas com objetivo tanto quanto difícil. Torcer para nosso país voltar à elite do tênis mundial. Vou com Dona Adelaide, para quem não conhece, minha mãe, que estará mais interessada nas Churrascarias e passeios ao redor da capital. Quanto a mim assistirei aos jogos, conhecerei a noite dos Pampas e, ao verem uma bandeira do Galo dependurada, saibam que este escriba a colocou lá!
Sportv, sexta à partir das 16 hrs, sábado, jogo de duplas ás 14 hrs e domingo ás 16hrs.
Leiam mais:  Brasil na Davis Cup

domingo, 13 de setembro de 2009

Estive lá...

E vencemos...

Algo me diz que seremos campeões...

sábado, 12 de setembro de 2009

E hoje tem Arnaldo!

Em homenagem a ele, ao qual me encontro ouvindo o novo CD "Iê, iê, iê" e verei o show mais tarde, publico este texto, originalmente escrito na Folha de SP em 12/06/95. Abaixo uma bobagem escrita por mim (influenciado, claro, pelo meu mestre), achado dentro do livro "40 escritos" do mesmo Arnaldo.

"O amor, sem palavras. Ou. A palavra amor, sem amor. Sendo amor, ou. A palavra ou. Sem substituir nem ser substuída por. Si, a palavra si, sem ser de si gnada ou gnificada por. O amor. Entre si e o que se. Chama amor, como se. Amasse (esse pedaço de papel escrito amor). Somasse o amor ao nome amor, onde ecoa. O mar, onde some o mar onde soa. A palavra amor, sem palavras."

Frações.
Tempo. Anos. Segundos.
Prontos? ponto.
Minuto oco. Hora preenchida.
Tempo gasto, função cumprida.
Anos passados,
segundos...,  ..., ...,  ..., ...,  ..., ...,  ...,  ...,  ...,  ...,  ...,  ...,  ..., ínfimos,
preenchidos de alguma forma.
Forma?

domingo, 6 de setembro de 2009

Uma partida de xadrez

Do nada aconteceu.
Num bate-papo costumaz surge o encontro.
"Jógo".
Depois de dez minutos estou diante do tabuleiro.
Meu último duelo fôra com o finado Fernando.
Frêmito perante o quadrado preto e branco.
Amo esse jogo.
Jogo com as pretas, uma mexida atrás.
Por desconhecer o adversário sou agressivo,
Abro a Dama.
Abro os Bispos.
Abro as Torres.
Perco um Cavalo (o cara é bom!)
Executo o Roque  para proteger meu Rei.
Dou um check lindo com minha Torre.
O cara se defende atacando.
Titubeio.
Esse cara joga.
Já se passam duas horas de jogo.
Suo e tento desconcentrar nosso amigo.
Impassível.
Trocamos as Damas.
Meus Peões tropeçam.
Um dos meus Bispos entrega-se bestamente.
Meu Rei, ainda escondido, respira ofegante.
Ouço o que não queria: "Chek mate".
Cumprimento-o feliz.
Tenho um parceiro para enfrentar aos domingos de manhã.

sábado, 5 de setembro de 2009

Resposta a um e-mail.

Cara Taty,

Minha programação para hoje seria a de assistir 3 filmes, aa (não é um erro datilografo, apenas uma  forma sutil de não crasear, ou arranhar a garganta, infectá-la de pus, tapar uma voz) começar da Usina, fato esse cumprido.
Só não contava com a porrada na cara que levei do filme.
Que filme louco, pesado e acachapante.
Chama-se Sombras de Philippe Grandrieux.
Não o aconselho a ninguém..
Dizem que a cereja do bolo na Indie deste ano é o Anticristo, de Lars Von Trier.
Amigos, vejam Sombras e arrepiem-se!